Era uma vez uma menina que creceu e um garoto que esteve perto dela durante todo esse tempo. E o que os dois não sabiam era que estavam mais perto do que se estivessem ao lado.
E com o crescer dos dois, nasceu alguma coisa que não se pode explicar. E essa coisinha que era tão ignorada pelos dois, enquanto tentavam viver a vida sem atrapalhar a do outro, cresceu também.
E quando eles dois se encontraram depois de tanto tempo, depois de cinco anos, aquilo que chamava Amor e eles não sabiam o nome, ficou mais forte que o próprio tempo.
E eles vivem o Amor em todas as formas e intensidades. E em todos os lugaras, por toda cidade de São Paulo.
Enquanto ele falava pra ela que era perigoso, que não queria que o visse fumando, cantava Bones no ouvido.
E então acabou o pouco de dias que eles tinham.
E a garota, agora feita mulher pelo homem, teve que ir pra outro lugar, longe, muito longe. E ele teve que começar a entender a cidade sem ela, pensar que já passara por tais lugares, as mãos dadas e os corações juntos.
Ele ficou com o coração dela. Com a camisa, com a cama e tudo mais que eles dividiram.
Ela levou na mala tudo o que existe: o perfume, o cigarro, as lembranças e o Amor.
Hoje ela tenta de tudo pra ficar forte, e consegue. Porque ele segurou sua mão nos momentos difíceis;
Porque ela sabe que o Amor está ao seu lado de camisa cinza.
Hoje ele sobrevive de ouvir sua voz, de estar ao lado dela, mesmo não estado.
E de ter o Elai com uma camiseta preta.

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